Arquitetura Porto Alegre - Projetos residenciais

Arquitetura contemporânea presente neste projeto arquitetônico participante do Concurso Nacional de Arquitetura. Espaços adequados ao convívio e a permanência saudável, com uma arquitetura atual, simples e funcional.

Projeto de arquitetura contemporânea

Projeto desenvolvido para a Sede Nacional do SEBRAE, no Distrito Federal, no Concurso Nacional de Arquitetura. Como princípio, precisávamos representar a imagem progressista de uma instituição alinhada a práticas sociais e empresariais do mundo contemporâneo. Espaços adequados ao convívio e a permanência saudável, com uma arquitetura atual, simples e funcional, optando pela clareza na leitura de usos. Prédio harmônico à paisagem urbana da cidade, com uma construção economicamente viável, ambientalmente responsável e adequada ao clima do cerrado e à sua localização no plano piloto. A estratégia de implantação objetiva responder às necessidades programáticas com praticidade e clareza, visando máximo conforto ambiental e eficiência energética.

O projeto organiza o conjunto em torno de uma praça de estar pensada como pátio de convívio social. Em cota rebaixada em relação ao acesso principal, a praça cria uma plataforma, de onde emergem os três blocos que abrigam o programa de necessidades. Uma passarela metálica é o elemento de ligação que faz a costura entre os volumes paralelos e organiza as circulações horizontais e verticais.

A orientação dos prédios busca reduzir a incidência solar nas fachadas e favorece a penetração dos ventos dominantes, filtrados pela vegetação e umidificados ao passar pelos espelhos d’água, situados nas extremidades da plataforma que compõe a praça de estar.

Os volumes paralelos formam dois conjuntos funcionais. Um bloco concentra o centro de formação e treinamento, onde estão a biblioteca e o salão multiuso, com diversas possibilidades de configurações propiciadas pelo uso de divisórias móveis. Neste mesmo bloco, estão o auditório e os restaurantes, que se abrem para a praça de estar.
Os outros dois blocos abrigam a área administrativa e os espaços de trabalho, modulados de forma a permitir grande flexibilidade espacial. No pavimento inferior, encontram-se as áreas técnicas. Um subsolo abriga o estacionamento, que conta com o apoio de vagas externas protegidas para autoridades.

O acesso principal é feito a partir de uma via paralela, com a circulação de veículos paralela à divisa lateral do lote até o subsolo. O pedestre acessa o conjunto por passarelas, uma principal para visitantes e funcionários e uma para autoridades, que conecta direto à área administrativa.

A entrada de serviço é feita pela via lateral, diretamente às áreas de carga e descarga da cozinha e dos setores de manutenção. As circulações são organizadas a partir da grande passarela metálica que conecta os três blocos do edifício e faz a função de hall. A partir daí, se acessa a área administrativa ou o centro de formação e treinamento. As circulações verticais estão na interseção entre cada volume e a passarela.

Para ser sustentável, qualquer empreendimento deve ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. A concepção arquitetônica da sede do SEBRAE, preocupa-se especialmente com o conforto ambiental e economia de energia, adaptando-se à situação geográfica e climática do cerrado. Desta forma, para todo o conjunto, é propiciada circulação cruzada de ar, iluminação e ventilação natural. Brises controlam a incidência da luz solar, sem prejudicar a permeabilidade visual. A iluminação natural é privilegiada, chegando de forma indireta ao interior dos ambientes pela reflexão em plano horizontal nas fachadas e nos forros. Cores claras nos pisos e forros diminuem a absorção de calor, e aumentam a eficiência da iluminação.

Também os espaços abertos são planejados de forma a colaborarem para o conforto ambiental do conjunto. Espelhos d’água umidificam o ar, que circula pelo conjunto. Na periferia do terreno árvores com folhagem permanente de espécies nativas do cerrado retêm a poeira e regulam a temperatura dos ventos dominantes, especialmente no período seco. O projeto prevê ainda a coleta, da água captada nas coberturas, que é armazenada nos espelhos d’água e utilizada para irrigação.

Estas características garantem o mínimo consumo de energia, que ainda pode ser complementada por painéis fotovoltaicos instalados na cobertura. Sistemas de condicionamento de ar são previstos complementarmente para os dias de temperaturas mais extremas.

O edifício é planejado para ter um longo ciclo de vida, com baixo custo de execução e manutenção, mínimo impacto ambiental durante a obra e ótimo desempenho energético. São eleitos materiais de comprovada eficiência e durabilidade, preferencialmente industrializados: pré-moldados de concreto, vidro, brises e tela metálicos, adaptam-se à linguagem arquitetônica e dispensam revestimentos. A alvenaria revestida é utilizada apenas nas áreas molhadas, de banheiro e cozinha. Já nos espaços de trabalho, são utilizadas divisórias moduláveis. A estrutura em concreto pré-moldado vence com eficiência os vãos projetados e define a modulação do edifício, possibilitando grande flexibilidade espacial, execução rápida e econômica, com pouca geração de resíduos. As instalações prediais são distribuídas em de shafts verticais e pelo forro dos pavimentos de forma a serem facilmente acessadas e mantidas.

GALERIA

Ficha Técnica

  • Local: Brasilia/DF
  • Arquitetos: Carlos Eduardo Mayresse, Juliana Piletti e Juliano Spader
  • Ano de projeto: 2008
  • Concurso Público Nacional

Arquitetura em Porto Alegre