Arquitetura e cultura do Vaticano

Com aproximadamente 44 hectares e uma população de pouco mais de 800 pessoas, o Vaticano é muito mais que sede da Igreja Católica e residência oficial do papa… É um reduto de arte e cultura.

Considerado o menor país do mundo, fica localizado dentro de Roma, capital italiana e conta com atrações religiosas que possuem um grande valor para a arquitetura e para a cultura mundial: a Basílica e a Praça de São Pedro, os Museus do Vaticano e a Capela Sistina.

Confira!

Basílica de São Pedro

A maior igreja católica do mundo e a mais famosa obra de arquitetura renascentista, foi construída no ano 320, a pedido do imperador Constatino e reconstruída – como a estrutura que conhecemos hoje- no início em 1506, a pedido do Papa Júlio II.

As obras da nova Basílica foram concluídas em 1626 e contaram com o auxílio de artistas renomados, como Rafael Sanzio, Baldassarre Peruzzi, Bramante, Raffaello, Antonio da Sangallo, Giacomo della Porta, Bernini e Michelângelo.

Sua parte interna é revestia em mármore e abriga diversas obras de arte de valor inestimável, culturalmente falando, como a Pietà de Michelangelo.

Ao falar em números, a construção possui mais de 23 mil m², com capacidade para 60 mil pessoas. Tendo como um dos pontos de destaque a sua Cúpula, com mais de 136 metros (que é equivalente a um prédio de 44 andares). Lá de cima é possível ter uma vista 360º do Vaticano e da cidade de Roma.

Foto: Shana Lima / Cadu Mayresse

Praça de São Pedro

Projetada por Gian Lorenzo Bernini, a Praça de São Pedro teve o ínicio de sua construção em 1656, sendo concluída 11 anos depos, em 1667.

Com mais de 340 metros de largura, a praça é circulada por 284 colunas toscanas maciças e 88 pilares, abrigando em seu centro um obelisco egípcio de 25,5 metros, erguido no local atual em 1586.

Da praça é possível avistar 140 imagens dos mais diversos santos católicos.

Foto: Shana Lima / Cadu Mayresse

Museus do Vaticano

Museii Vaticani é um complexo com diversos museus, originário do século 16, quando o Papa Júlio II começou a colecionar esculturas e encomendou a decoração das salas a Raffaello e a rampa de helicóptero para Donato Bramante, para ter acesso aos andares superiores do jardim do Belvedere.

Estando presente na lista dos museus mais importantes do mundo, nele estão as coleções acumuladas ao longo do tempo pelos Papas, além das grandes obras de arte de todos os tempos, contabilizando mais de 70 mil objetos expostos; Abertos para a visitação do público ainda no século XVI, são chamados de “museus”, no plural, por serem diferentes edifícios que são interligados em uma área de 42 mil metros.

Além da Galeria dos Mapas produzidos por Ignazio Danti e das Salas de Rafael – que conta com o afresco “A Escola de Atenas, de 1511” -, a Capela Sistina é um dos seus pontos mais esperados da visita.

Foto: Shana Lima / Cadu Mayresse

Capela Sistina

Projetada pelo arquiteto e escultor italiano Baccio Pontelli, a capela que foi construída entre os anos de 1475 e 1483, abriga o “teto mais famoso do mundo”, pintado pelo artista renascentista italiano Michelangelo Buonarotti.

Com um formato retangular, possui quase 41 metros de comprimento, 14 de largura e 21 metros de altura, e conta com paredes laterais e o teto decorados com diversos afrescos, que retratam o Velho e o Novo Testamento. Além das famosíssimas pinturas de Michelangelo, encontra-se também pinturas de grandes artistas da Renascença, como Botticelli, Cosimo Rosselli, Perugino, Ghirlandaio, Signorelli, entre outros.

O destaque vai para os afrescos com cenas do Velho Testamento, em que Michelangelo levou quatro anos para terminar e é um dos mais importantes trabalhos da História da Arte.

Foto: Shana Lima / Cadu Mayresse